Se há algo que me encanta quando penso sobre liberdade é o fato de que sou aceita pelo meu Deus do jeito que sou. E que, nEle, sou livre pra ser quem sou, com tudo o que tem direito no pacote: sentimentos, dúvidas, mágoas, convicções, medos, traumas, sonhos, decepções.
Ah, quem me dera os dias fossem algo que pudéssemos prever! Seria tão mais fácil! Exatamente aos 25 anos eu conseguiria meu sucesso profissional. Aos 27, eu teria minha primeira filha - uma menina. Aos 30, eu teria meu segundo filho - um menino. Aos 32, minha casa estaria toda reformada, com móveis, piso e acabamento novos. Aos 35, meu marido se encontraria exatamente onde ele almeja estar. Aos 38, minha família de 4 pessoas faria uma viagem para o exterior e seríamos felizes para sempre. Com direito todas as áreas da vida realizadas: familiar, ministerial, profissional, financeira, pessoal.
A liberdade que tenho em Jesus me permite ser sincera diante da imprevisibilidade dos dias. Quando as coisas fogem do controle, a liberdade que Ele me deu me incentiva a questionar, duvidar, resmungar, ficar de mal. Achar ruim mesmo. Ele me convida a falar. E inclina os Seus ouvidos totalmente pra escutar as decepções e as barbaridades que permeiam o meu coração.
Em dias nos quais tudo acontece diferente daquilo que planejei, gosto de observar os salmistas. Eles desnudavam suas almas e não maquiavam seus sentimentos. Havia sinceridade em suas palavras. Eles contavam a Deus sobre seus dias, sobre seus inimigos, sobre suas alegrias e também sobre suas decepções. Não se preocupavam em ser aceitos pelas suas atitudes ou pelas suas palavras, porque sabiam que seus corações já eram conhecidos pelo Senhor; e do Onisciente não há como fugir.
Quando observo os salmistas, me sinto livre pra ser íntegra, sem medo de errar. Me sinto desafiada a criar coragem e falar somente pra Ele - que não se decepciona comigo - tudo aquilo que permeia meu coração e todo o sentimento que dá vida às minhas atitudes.
Colocar diante dEle os ecos confusos de palavras carregadas de decepções que se entrelaçam em minha mente. Isso é medicina pra minha alma. É a cura vinda dAquele que tudo vê, tudo pode e que sempre está.
Beijo! Outro. Tchau!
Beijo! Outro. Tchau!
